sexta-feira, maio 30, 2003
Ainda sobre Bush, recomenda-se a leitura da entrevista ao «Le Figaro» onde, entre outras coisas, ficamos a saber que:
- a política externa dos EUA não se baseia apenas nos seus interesses mas em valores
- o presidente dos EUA acha «injusto» que se diga que as suas tropas estão a ocupar o Iraque
- o problema bilateral mais grave entre os EUA e a Rússia é a questão da exportações de frangos (sic) para o país de Putin.
E outras pérolas. Imperdível.
- a política externa dos EUA não se baseia apenas nos seus interesses mas em valores
- o presidente dos EUA acha «injusto» que se diga que as suas tropas estão a ocupar o Iraque
- o problema bilateral mais grave entre os EUA e a Rússia é a questão da exportações de frangos (sic) para o país de Putin.
E outras pérolas. Imperdível.
Bush está a caminho da Europa e do Médio Oriente. Em declarações a uma televisão egípcia, disse, a propósito do seu envolvimento no processo de paz (?) israelo-palestino: "When I say that I'm going to be involved in the peace process, I mean I'm going to be involved in the peace process." O problema é justamente esse!!
A SIC notícias, depois da triste figura desta manhã (ler a propósito o comentário de JPP no Abrupto, que toca na questão chave - a promoção dos Globos de Ouro) mantém-se no seu regime já habitual de SIC (não) notícias: como já nada a dizer sobre Herman, faz agora o «filme» do dia, repetindo ad nauseum o que foi dizendo esta manhã e voltando a passar as imagens do inenarrável António Esteves a não dizer nada e da populaça a dizer banalidades.
Hoje estou naqueles dias que entre um Bush empenhado no processo de paz do Médio Oriente e a SIC notícias prefiro o presidente americano. Em protesto, vou ver apenas a TVI. Mal por mal, antes a genuina facada e alguidar.
A SIC notícias, depois da triste figura desta manhã (ler a propósito o comentário de JPP no Abrupto, que toca na questão chave - a promoção dos Globos de Ouro) mantém-se no seu regime já habitual de SIC (não) notícias: como já nada a dizer sobre Herman, faz agora o «filme» do dia, repetindo ad nauseum o que foi dizendo esta manhã e voltando a passar as imagens do inenarrável António Esteves a não dizer nada e da populaça a dizer banalidades.
Hoje estou naqueles dias que entre um Bush empenhado no processo de paz do Médio Oriente e a SIC notícias prefiro o presidente americano. Em protesto, vou ver apenas a TVI. Mal por mal, antes a genuina facada e alguidar.
Afinal Herman sempre foi constituído arguido. De manhã, as televisões fizeram as tristes figuras de sempre, com directos idiotas sem notícias para dar. Foi bem feito terem passado por cornos: o homem afinal foi falar na Casal Ribeiro.
Irra que esta gente é chata!!!!
Irra que esta gente é chata!!!!
Portugal está suspenso da questão do Herman: à hora a que escrevo, o Portugal Diário (que estupidamente só é acessível a quem seja cliente IOL...) garante em manchete que «Herman vai ser arguido».
Um ponto cinzento de hoje foi a ameaça do PR de intervir neste processo da Casa Pia se tal for necessário para a assegurar o regular funcionamento das instituições. Estranha conversa, muito estranha. Que intervenção seria essa? O que quer o PR dizer? Intervir para quê? Para afastar o juis Rui Teixeira?
Interessante o post do JPP no Abrupto sobre a «escola do «Espresso».
Um ponto cinzento de hoje foi a ameaça do PR de intervir neste processo da Casa Pia se tal for necessário para a assegurar o regular funcionamento das instituições. Estranha conversa, muito estranha. Que intervenção seria essa? O que quer o PR dizer? Intervir para quê? Para afastar o juis Rui Teixeira?
Interessante o post do JPP no Abrupto sobre a «escola do «Espresso».
quinta-feira, maio 29, 2003
Delicioso este artigo do FT sobre a «gafe» da Convenção Europeia, por não ter feito «benzido» a proposta de preâmbulo da futura Constituição da UE. Alguns sectores mais conservadores estarão incomodados com o facto de o texto fazer referência à importância da «herança cultural, religiosa e humanista» da UE, excluindo Deus e o cristianismo. Com tantos problemas sérios na UE, é obra haver falsos «ratos de sacristia» a chatear com conversas destas.
O provincianismo e a mediocridade, afinal, são valores europeus e não apenas nossos, o que é bom, porque nos aproxima da UE.
Fantástico é que Prodi - que devia abster-se de ter opinião (ou pelo menos devia poupar-nos a conhecê-la) - nos tenha brindado com críticas ao texto, por entender que não é suficientemente explícito em propostas de política externa ou económica na UE. Depois da triste figura europeia na guerra ao Iraque, Prodi devia estar calado e reformar-se.
A patética questão do directório é retomada neste artigo do FT. Na verdade, tinha imensa graça que os chamados «grandes» decidissem entregar os destinos da UE nas mãos dos pequenos. Era de morrer a rir que a Alemnha, que paga um terço do orçamento da UE, aceitasse que fosse a República Checa, Portugal, a Bélgica, Malta ou o Luxembrugo a decidir para onde ia a UE!!!! Desta demagogia do directório estamos nós fartos cá no burgo.
Por cá, à hora a que escrevo, o assunto da Constituição agnóstica ainda não é debatido. A SIC Notícias - que esta noite esteve especialmente actualizada em matéria europeia - decidiu promover uma análise com a Teresa de Sousa sobre a notícia de ontem do «The Times» sobre a possibilidade de Guterres ser candidato à presidência Conselho Europeu (e não à Comissão Europeia, como alguns órgãos de comunicaçãodisseram, SIC e «Público» incluídos).
De resto, os indígenas (como diria VPV), estão concentrados no drama de pedofilia. Curiosa a mudança de atitude de Herman: eu não quero ser mauzinho, mas essa história de convidar os jornalistas para o Café Café e aparecer com um ar angelical - e a garantir que a mãe vai procurar garantir a protecção divina - é escusada.
O homem não precisa de se prestar a isto.
Concordo com Portas. é «pedagógico» que ele vá depor em Monsanto.
E acho o máximo as críticas de Serra Lopes ao juiz Rui Teixeira: se o advogado de Pedroso tem acesso às escutas, porque é que ele não tem às de Cruz? Estranho, estranho...
O provincianismo e a mediocridade, afinal, são valores europeus e não apenas nossos, o que é bom, porque nos aproxima da UE.
Fantástico é que Prodi - que devia abster-se de ter opinião (ou pelo menos devia poupar-nos a conhecê-la) - nos tenha brindado com críticas ao texto, por entender que não é suficientemente explícito em propostas de política externa ou económica na UE. Depois da triste figura europeia na guerra ao Iraque, Prodi devia estar calado e reformar-se.
A patética questão do directório é retomada neste artigo do FT. Na verdade, tinha imensa graça que os chamados «grandes» decidissem entregar os destinos da UE nas mãos dos pequenos. Era de morrer a rir que a Alemnha, que paga um terço do orçamento da UE, aceitasse que fosse a República Checa, Portugal, a Bélgica, Malta ou o Luxembrugo a decidir para onde ia a UE!!!! Desta demagogia do directório estamos nós fartos cá no burgo.
Por cá, à hora a que escrevo, o assunto da Constituição agnóstica ainda não é debatido. A SIC Notícias - que esta noite esteve especialmente actualizada em matéria europeia - decidiu promover uma análise com a Teresa de Sousa sobre a notícia de ontem do «The Times» sobre a possibilidade de Guterres ser candidato à presidência Conselho Europeu (e não à Comissão Europeia, como alguns órgãos de comunicaçãodisseram, SIC e «Público» incluídos).
De resto, os indígenas (como diria VPV), estão concentrados no drama de pedofilia. Curiosa a mudança de atitude de Herman: eu não quero ser mauzinho, mas essa história de convidar os jornalistas para o Café Café e aparecer com um ar angelical - e a garantir que a mãe vai procurar garantir a protecção divina - é escusada.
O homem não precisa de se prestar a isto.
Concordo com Portas. é «pedagógico» que ele vá depor em Monsanto.
E acho o máximo as críticas de Serra Lopes ao juiz Rui Teixeira: se o advogado de Pedroso tem acesso às escutas, porque é que ele não tem às de Cruz? Estranho, estranho...
quarta-feira, maio 28, 2003
Cá no burgo, o tédio é de morte.
Alguém sabe onde anda o saudoso Sahaf? Que falta que me faz...
Alguém sabe onde anda o saudoso Sahaf? Que falta que me faz...
terça-feira, maio 27, 2003
Um artigo interessante na «Foreign Policy» sobre essa ideia peregrina (risível, mesmo) lançada pela administração Bush sobre uma suposta democratrização do Iraque e do Médio Oriente. Bush que vá enganar o pai dele.
O país anima: Herman «pode ser» suspeito no caso de pedofilia e João Soares vai ter de falar em Monsanto sobre a Moderna. Sobre o primeiro lembro que disse em Novembro não ser amigo de Cruz (de onde é estranho alegar agora ser eventualmente testemunha abonatória) e sobre o segundo não há palavras a não ser que a soberba nunca foi boa para ninguém
Entretanto a boa notícia do dia: Sampaio manda pacote laboral arejar no TC. Restringir o direito à greve e impedir a reintegração de trabalhadores após despedimento ilícito só podem ser piadas de mau gosto.
Foi mais um dia chato.
Entretanto a boa notícia do dia: Sampaio manda pacote laboral arejar no TC. Restringir o direito à greve e impedir a reintegração de trabalhadores após despedimento ilícito só podem ser piadas de mau gosto.
Foi mais um dia chato.
domingo, maio 25, 2003
Prossegue o psicodrama: Ferro fica zangado por João Soares falar em conspiração contra o PS na reunião da Comissão Nacional, depois de ele próprio ter, esta semana, falado numa cabala contra o líder da oposição... entretanto, António Costa vai mais longe e sugere que alguém anda a ver se descredibiliza a investigação ao caso de pedofilia da Casa Pia. Talvez haja um verdadeiro pedófilo infiltrado na PJ, ou no TIC, ou sabe-se lá onde, a comprar testemunhas, a subornar juízes, a telefonar para televisões, conseguindo assim prender meio Portugal ficando ele em liberdade.
Entretanto, Herman José é notificado para prestar declarações. De acordo com o mesmo, alegadamente a Justiça quer ouvi-lo como testemunha (abonatória?) de Cruz.
A coisa vai bonita, vai.
Entretanto, Herman José é notificado para prestar declarações. De acordo com o mesmo, alegadamente a Justiça quer ouvi-lo como testemunha (abonatória?) de Cruz.
A coisa vai bonita, vai.
O governo de Sharon aprovou «com reservas» o «roteiro para a paz» americano para a criação de um Estado palestino independente. Não sou eu que o digo - limito-me a concordar - mas parece que este é um roteiro para lado nenhum. O plano prevê que a violência palestina cesse na primeira fase (Maio de 2003!!!) e também que Israel suspenda a criação de novos colonatos em zonas palestinas, além de iniciar o desmantelamento de vários dos actuais.
É de louvar que Israel reconheça finalmente o direito à existência de um Estado palestino, mas o facto de também hoje ter aprovado uma moção que rejeita o regresso dos quase quatro milhões de refugiados palestinos não deixa de ser sintomático. Ao mesmo tempo, Sharon já disse que não vai retirar, por agora, dos territórios ocupados, limitando-se a impedir o estabelecimento de colonatos em zonas não aprovadas (!!) pelo governo de Telavive.
A fase 1 do plano - que termina este mês - vai neste pé. Até Dezembro, é suposto ser criado o embrião do tal Estado palestino. Alguém acredita nisto? Para os interessados distraídos, aqui vai o texto do 'roteiro' para nenhures.
Aqui no burgo, prossegue a fita em torno dos casos de pedofilia. A comunicação social aguarda com expectativa a reunião da comissão nacional do PS, de onde deverá sair mais do mesmo. Como homem, entendo Ferro. Mas como cidadão vulgar, apelo ao bom senso: se fosse eu que estivesse preso, bem podia dizer que era tudo uma cabala que ninguém me ligava pevide. Talvez haja males que vêm por bem. Talvez seja preciso haver políticos a sofrer o que muitos sofrem para se deixarem das demagogias do costume.
Para alargar o leque de «experiências», sugiro que a próxima vez que o primeiro-ministro estiver doente vá trata-se nas urgências de São José e tape a cara, claro, para não saberem quem é. E que se identifique apenas como Zé Barroso. Aposto que no dia seguinte se vai logo falar numa reforma urgente do sistema de urgências. Isto, claro, se no dia seguinte ele já tiver saído do banco.
É de louvar que Israel reconheça finalmente o direito à existência de um Estado palestino, mas o facto de também hoje ter aprovado uma moção que rejeita o regresso dos quase quatro milhões de refugiados palestinos não deixa de ser sintomático. Ao mesmo tempo, Sharon já disse que não vai retirar, por agora, dos territórios ocupados, limitando-se a impedir o estabelecimento de colonatos em zonas não aprovadas (!!) pelo governo de Telavive.
A fase 1 do plano - que termina este mês - vai neste pé. Até Dezembro, é suposto ser criado o embrião do tal Estado palestino. Alguém acredita nisto? Para os interessados distraídos, aqui vai o texto do 'roteiro' para nenhures.
Aqui no burgo, prossegue a fita em torno dos casos de pedofilia. A comunicação social aguarda com expectativa a reunião da comissão nacional do PS, de onde deverá sair mais do mesmo. Como homem, entendo Ferro. Mas como cidadão vulgar, apelo ao bom senso: se fosse eu que estivesse preso, bem podia dizer que era tudo uma cabala que ninguém me ligava pevide. Talvez haja males que vêm por bem. Talvez seja preciso haver políticos a sofrer o que muitos sofrem para se deixarem das demagogias do costume.
Para alargar o leque de «experiências», sugiro que a próxima vez que o primeiro-ministro estiver doente vá trata-se nas urgências de São José e tape a cara, claro, para não saberem quem é. E que se identifique apenas como Zé Barroso. Aposto que no dia seguinte se vai logo falar numa reforma urgente do sistema de urgências. Isto, claro, se no dia seguinte ele já tiver saído do banco.
O PS é deprimente, o PSD é deprimente, o PGR é deprimente e o «Expresso» é deprimente. O país está deprimido. Esta gente cansa. A crónica de
VPV no DN toca, de novo, no ponto: Ferro está a suicidar-se. Do ponto de vista político agradecia que conseguisse.
Eça tinha razão, há muitos anos: Portugal não passa de um sítio e mal frequentado.
VPV no DN toca, de novo, no ponto: Ferro está a suicidar-se. Do ponto de vista político agradecia que conseguisse.
Eça tinha razão, há muitos anos: Portugal não passa de um sítio e mal frequentado.